Os Despertos

Os primeiros magos chegaram à Fortaleza na metade do século XIX, começando a se tornarem relevantes especialmente no último quarto desse século, difundido especialmente as idéias de liberdade e de dignidade humana, além da cultura em geral. De certa forma, os magos estão envolvidos nos eventos remarcáveis que se passaram nessas terras: a abolição da escravatura quatro anos antes da mesma em nível nacional, o fenômeno da Padaria Espiritual na Praça do Ferreira e mesmo a fundação da Academia Cearense de Letras. Obviamente os nomes desses magos nunca chegarão a serem conhecidos pelo adormecidos em geral, mas suas vidas foram bastante influenciadas por essas ações.

O Concílio Livre

No início do século XIX, o Concílio Livre ainda não existia formalmente, mas apenas em centenas de milhares de ações isoladas. Nas terras do Ceará, os magos que aqui chegaram já traziam em si o espírito dessa ordem que ainda tomaria forma. Desde o início, nas terras alencarinas, foi o espírito de liberdade que dominava.

No ano de 1899, nas vésperas do Ano Novo, o Concílio Livre foi formado oficialmente, com a conclusão da Grande Recusa. Aqui no Ceará, tão logo chegada a notícia, foi oficializado também – praticamente apenas dando nome à algo que já existia. O Consilium era oficialmente presidido por um hierarca com direito de voto de Minerva e composto por um conselho de mais quatro magos, erigido sobre os ‘valores’ da liberdade, conhecimento e democracia.

O Consilium hoje

Ainda hoje a maioria dos magos de Fortaleza fazem parte oficialmente do Concílio Livre, havendo claro exceções, não há nenhuma espécie de interdição de ordens, mas a música toca sob a direção do Concílio Livre. Como outrora, o Consilium é formado por um hierarca e quatro conselheiros. O hierarca tem o poder do voto de Minerva e os conselheiros representam as cabalas, sendo eleitos por indicação das mesmas. O hierarca é, usualmente, o mago mais experiente disposto a ocupar o cargo e reconhecido pela maioria das cabalas como dotado de um mínimo de virtudes. Atualmente e já há 15 anos, Baruc é o hierarca da cidade. Dos valores de outrora, a liberdade e o conhecimento continuam como básicos, mas a democracia passa cada vez mais a ser questionada por algumas cabalas.

A atividade do Consilium

Com o passar dos anos o Consilium foi perdendo a sua importância relativa, até que hoje em dia ele trata-se de uma entidade que existe para resolver questões gerais. Isso faz com que reuniões do Consilium sejam de mais em mais raras e só aconteçam com um motivo importante. Por sua vez, isso faz das decisões do Consilium algo respeitado, visto que suas deliberações não costumam ser arbitrárias e procuram ser, no máximo possível, justas. A atividade dos magos na cidade foi crucial para tornar o Consilium o que é hoje, uma entidade sui generis dentro da sociedade dos despertos em geral.

O Papel dos Magos

O papel dos magos dentro da cidade é bem característico. Por meio de uma série de acordos durante o século XX, entre magos e vampiros, magos e urathas, magos e magos e mesmo magos e os poderes temporais humanos (não que eles saibam quem de fato é a outra parte), os despertos se tornaram uma espécie de mediadores gerais e vigilantes. Em grosso: resolvedores de conflitos. Mediante contrato, evidentemente. Os magos prestam serviços ao outros ‘universos’ que coexistem na mesma cidade, de modo que todos saiam suficientemente satisfeitos. Conflitos territoriais, investigações de acusações e nos piores casos, como força armada contra ameaças externas e internas. Usualmente as cabalas fecham contratos de resoluções de casos com seus clientes para garantir que tudo está claro e evidente. À parte disso, obviamente, os magos correm atrás de seus próprios interesses: aperfeiçoa-se na magia, conhecimentos de difícil acesso, incorporação de novos territórios, ‘cultivo’ de seus sacrários, etc… Por vezes os contratos com os clientes se tornam troca de favores.

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